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A importância do autoconhecimento no processo de coaching.

A importância do autoconhecimento no processo de coaching.
 
Desde que iniciei a minha jornada como coaching, venho pensando na importância do autoconhecimento no processo de coaching.
Muitas formações fiz, todas de excelente conteúdo e ferramentas, nunca quis fazer a mais ou menos ou que promete mil certificações.Eu quero as melhores e cada vez que aprendemos vamos ficando mais exigentes, será o perfeccionismo? Não é a busca pela excelência. Quando na minha primeira formação fui perguntado o que eu esperava daquele treinamento, respondi: “EU QUERO SER O MELHOR COACH DO MUNDO”, para poder ajudar as pessoas a serem mais felizes, muita arrogância da minha parte, talvez, más continuo a busca. Outro detalhe já fiz formação com mais de 60 pessoas em sala de aula, hoje só faço formação quando no máximo tivermos 20 pessoas.
 
Tudo começa quando o meu processo em vez dos tradicionais 12 encontros, os meus são 16, ou seja 4 somente para ajudar o coachee a se conhecer e depois ele ir buscar suas metas, objetivos e sonhos, e não para por ai, caso necessário vamos para o desmame. Sempre observando as competências e o código de ética da ICF, vou reescrevendo o meu processo de coaching, criando a minha identidade, dificilmente um processo é igual ao outro, porque as pessoas são diferentes.
 
Bem para alicerçar os meus conhecimentos e solidificar a ideia que não somente no processo de coaching, más em nossa vida pessoal e profissional o autoconhecimento é importante fui pesquisar e quero compartilhar neste momento os estudos que tem sido desenvolvido na academia.
 
Quando entendemos que o despertar para os caminhos a seguir através da consciência de quem verdadeiramente somos. Despertar para o mundo, identificando em nós o ponto de partida. Jean-Paul Sartre, existencialista francês, desenvolveu toda sua base de pensamento na crença de que o homem é o único responsável pelo seu destino, a partir de suas escolhas individuais; é a atitude e o comportamento que irão estabelecer a forma de lidar e reagir ao mundo. Como podemos perceber Sartre já pensava como coach.
 
É comum vivermos dilemas existenciais por não compreendermos nossa essência, “Quem somos nós? “é comum neste momento a pessoas irem buscar o auxílio da terapia, a busca do passado. A mudança pessoal requer o conhecimento prévio da situação atual, conhecer o patamar em que nos encontramos, em relação aos nossos limites e às dificuldades; esses questionamentos irão nortear toda a gama de possibilidades que temos à frente. Por meio da análise interna de virtudes e defeitos, identificamos claramente quem somos: anseios para a vida pessoal e profissional e a habilidade de sonhar, idealizar e vivenciar.
 
Ampliamos a autoconsciência ao passarmos por um período de introspecção, explorando nossas vontades e reações aos efeitos que nos cercam, penetrando em nossa realidade íntima e nos permitindo perceber, observar e compreender tudo o que existe dentro e fora de nós. Ao tomarmos consciência dos próprios sentimentos e intenções, vislumbramos o que de fato pode influenciar nosso comportamento, direcionando os esforços apenas para o que efetivamente contribua para atingirmos a meta. Com essa atitude, criamos um ambiente propício à mudança e ao crescimento interno, foco nas ações que nos levaram ao objetivo desejado.
 
Após a sondagem de tudo que desejamos e precisamos mudar em nós, devemos estruturar e colocar em prática as ações para mudança. O sucesso depende do que você faz ou pretende fazer para chegar até o objetivo; deixar ao sabor da vida, ou como diz o Zeca Pagodinho “Deixa a vida me levar”, nunca chegará ao seu porto seguro. Compreendemos processos de mudança através de uma forte imagem do eu ideal aliada à precisão do eu real. Daniel Goleman, ressalta que esse tipo de visualização do futuro pode constituir em uma poderosa ferramenta na identificação das possibilidades reais em nossas vidas.
 
 Atentas para o fato de que os melhores resultados advêm especialmente de pessoas que estejam bem consigo mesmas, as organizações abriram os olhos para a importância do despertar da consciência interna entre os seus colaboradores. Melinda Davis, consultora de Marketing norte-americana, desenvolveu um estudo, iniciado em 1996 – Human Desire Project –, demonstrando que, cada vez mais, pessoas preferem ter tranquilidade e harmonia a bens tangíveis; o bem que todos buscam hoje é a paz de espírito e a felicidade. Que é um tema muito interessante para ser tratado em um próximo artigo.
 
Incentivos à meditação, do encontrar consigo, por exemplo, já é uma realidade presente em várias empresas, como na Chesf, onde a Superintendência de Tecnologia da Informação foi pioneira investindo em programas de desenvolvimento comportamental com foco no crescimento pessoal e profissional da equipe. Em trabalhos como esses, as pessoas são levadas a mergulharem em si, descobrindo em que podem melhorar nos seus relacionamentos com os clientes internos e externos. São levadas a experienciar situações onde é fundamental que o indivíduo se conheça; saiba sua reação diante dos acontecimentos e, dessa maneira, possa agregar maior valor para a empresa. Goleman acrescenta ainda que a autoconsciência, muitas vezes negligenciada na esfera profissional, é o fundamento na administração eficaz dos relacionamentos, especialmente para os líderes: sem reconhecer as próprias emoções, não seremos capazes de gerenciá-las bem, tampouco compreender as emoções dos outros. Profissionais autoconscientes identificam melhor suas necessidades, permitindo a sintonia de interesses quanto às expectativas, aos serviços e às recompensas.
 
Ampliar a mente, expandir a consciência e mudar. O contato com nosso interior desperta nossa paixão, energia, vontade de viver e vencer. Isso fomenta a mudança, fazendo com que nos concentremos em nosso ideal futuro, preparando as circunstâncias em nossas vidas de tal maneira a estarem apontadas na direção que desejarmos. Cada um de nós, no eu mais profundo, possui todas as ferramentas necessárias para alcançar o sucesso, desde que fixemos metas e trabalhemos paulatinamente para alcançá-las. Molden, destaca que é intrínseco ao homem o desejo de mudança em algum momento de sua vida a partir da percepção da consciência – de como o meio nos afeta e como reagimos a ele.
 
A reinvenção de nós mesmos, com foco no crescimento e no alcance dos objetivos, incrementa o nível de satisfação interna e os resultados oferecidos ao meio que estamos inseridos; no relacionamento conosco e com o outro. A autoconsciência proporciona o poder de mudar a nossa realidade, buscando em nós os meios de fazê-lo. Com base em tudo que acabei de escrever tenho a convicção que o sucesso do processo de coaching passa inicialmente pelo autoconhecimento. Que vai gerenciando o próprio destino.
 
Fontes;
Baseados em estudos realizados dentro do MBA-DESENVOLVIMENTO HUMANO DE GESTORES DA FGV
OLIVEIRA, Renata. Autoconhecimento: o despertar do poder
 

 

 

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